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 ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007

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Número de Mensagens : 369
Data de inscrição : 05/01/2008

MensagemAssunto: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Seg 12 Maio 2008, 06:34

ANALISTA JUDICIÁRIO - ESPECIALIDADE TAQUIGRAFIA - TRF 2 REGIÃO - FCC/2007

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Instruções: As questões de números 31 a 40 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

Senhores:
Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar
a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade.
Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre
os mais velhos. É simbólico da parte de uma instituição que
conta viver, confiar da idade funções que mais de um
espírito eminente exerceria melhor. Agora que vos
agradeço a escolha, digo-vos que buscarei na medida do
possível corresponder à vossa confiança.
Não é preciso definir esta instituição. Iniciada por um
moço, aceita e completada por moços, a Academia nasce com
a alma nova e naturalmente ambiciosa. O vosso desejo é
conservar, no meio da federação política, a unidade literária.
Tal obra exige não só a compreensão pública, mas ainda e
principalmente a vossa constância. A Academia Francesa,
pela qual esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de
toda a casta, às escolas literárias e às transformações civis.
A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade
e progresso. Já o batismo de suas cadeiras com os nomes
preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da
eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu
primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai a
vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para
que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja
contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida
brasileira. Está aberta a sessão.
(ASSIS, Machado. Discurso inaugural, na Academia Brasileira,
aos 20 dias do mês de julho de 1897. Obra completa, vol.III,
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p.926)

31. No discurso, Machado de Assis

(A) interpreta, assumindo atitude despretensiosa, que a
escolha de seus pares não foi determinada pela
consideração de dotes intelectuais.
(B) modestamente atribui a investidura no cargo de
presidente a um gesto de reconhecimento por sua
ação de ter sugerido, no Brasil, a formação de uma
Academia de Letras.
(C) afirma taxativamente que Não é preciso definir esta
instituição, por isso, sem oferecer traço
caracterizador da Academia, se restringe a tratar das
responsabilidades dos colegas.
(D) entende como simbólica sua escolha como
presidente da Academia Brasileira de Letras, visto
considerá-la, indiretamente, distinção por seu
estatuto de escritor consagrado.
(E) sustenta, lucidamente, que o bom desempenho de
determinadas funções intelectuais é inerente à
experiência acumulada na idade madura.

32. O texto abona a idéia de que Machado de Assis

(A) atribuía a manutenção da brasilidade, tanto nas
manifestações literárias, como na vida política da
nação, à ação popular regulada pela vigilância da
Academia.
(B) concebia como tarefa dos acadêmicos a
preservação da unidade literária no contexto da
diversidade representada pelas divisões
administrativas que formavam a nação brasileira.
(C) compreendia a Academia Francesa como modelo de
resistência àquelas inovações que, por degradarem
a tradição, constituíam acontecimentos letais para a
nação e sua literatura.
(D) imputava a seus colegas da academia a utopia de
preservar a independência da literatura, anseio que
implicava uma adesão popular que ele não julgava
possível.
(E) depositava na Academia Brasileira, por semelhança
com a Francesa, a esperança de constituir-se um
baluarte da ordem em agitações de castas em luta
por mudanças sociais.

33. A relação estabelecida entre os segmentos indicados está
corretamente apontada, na devida ordem, em:

(A) Investindo-me no cargo de presidente / quisestes
começar a Academia Brasileira de Letras pela
consagração da idade − finalidade da ação; ação
considerada.
(B) Se não sou o mais velho dos nossos colegas / estou
entre os mais velhos – ação hipotética; decorrência
da ação.
(C) Iniciada por um moço, aceita e completada por
moços / a Academia nasce com a alma nova e
naturalmente ambiciosa – ações tomadas como
causas; conseqüência.
(D) Tal obra exige não só a compreensão pública / mas
ainda e principalmente a vossa constância –
assertiva; negação da assertiva.
(E) Passai a vossos sucessores o pensamento e a
vontade iniciais / para que eles os transmitam
também aos seus − ação realizada; conseqüência.

34. Agora que vos agradeço a escolha, digo-vos que buscarei
na medida do possível corresponder à vossa confiança.
A fala acima está corretamente reportada da seguinte
maneira: Machado de Assis declarou que,

(A) na oportunidade em que agradeço vossa escolha,
digo-vos que buscarei na medida do possível
corresponder à vossa confiança.
(B) na hora que agradecia-lhes a escolha, diria a eles
que buscaria na medida do possível corresponder à
sua confiança.
(C) naquele momento em que lhes agradecia a escolha,
lhes dizia que buscaria na medida do possível
corresponder à confiança deles.
(D) no mesmo exato momento do seu agradecimento
pela sua escolha, dir-lhes-ia: na medida do possível
buscarei corresponder à sua confiança.
(E) certamente, aquela era a hora: de vos agradecer a
escolha e de vos dizer que buscarei na medida do
possível corresponder à vossa confiança.

35. Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre
os mais velhos.
A frase que está correta e que mantém o sentido da
original é:

(A) Levantada a hipótese de não ser eu o mais velho
dos nossos colegas, estaria, talvez, entre eles.
(B) Sendo errôneo ser o mais velho entre os nossos
colegas, acaso seria considerado um dentre todos.
(C) Considero-me eventualmente entre os mais velhos
dos nossos colegas, não sendo, quem sabe, o mais
velho.
(D) Não sendo porventura o mais velho dos nossos
colegas, certamente me incluo entre os mais velhos.
(E) Dado que estou entre os mais velhos, possivelmente
posso ser considerado o mais velho dos nossos
colegas.

36. Não é preciso definir esta instituição.
As alternativas apresentam variantes da frase acima que,
considerado o contexto, poderiam substituí-la. Em
algumas a quebra da ordem sintática está justificada pelo
bom estilo adotado. A ÚNICA estruturação que, fugindo às
regras gramaticais, não se justifica e, por isso, está
INCORRETA é:

(A) Esta instituição? Não é preciso que se a defina.
(B) Esta instituição que ora inauguramos, não é preciso
defini-la.
(C) Se definições são necessárias, não a desta
instituição.
(D) Se necessário for definir, não a esta instituição.
(E) Se defina qualquer coisa, não sendo essa
instituição.

37. Considerada a ocorrência destacada, e sempre a norma
padrão da Língua Portuguesa, é correto afirmar:

(A) (linha 18.) a expressão há de querer exprime
futuridade promissiva com idéia de “desejar com
intensidade”.
(B) (linha 19) o advérbio Já foi empregado com a
acepção de “nesse instante”, como se nota em “Já
consigo vê-la ao longe”.
(C) (linha 19) o pronome suas, em de suas cadeiras,
refere-se aos colegas do orador presentes na
Academia.
(D) (linha 20) o adjetivo preclaros foi empregado como
antônimo de “insigne”.
(E) (linha 21) a expressão é indício pode ser substituída,
com correção, por “é fator à sinalizar”, sem que
nenhuma outra alteração seja necessária na frase.
38. Consideradas a ocorrência citada e a norma padrão da
Língua Portuguesa, é correto afirmar:
(A) (linha 1) Os dois-pontos após o vocativo exemplificam
equívoco de quem transcreveu o discurso, pois o
desejável seria o uso da vírgula.
(B) O emprego concomitante de vossos e nossos
exemplifica, no estilo oratório, a licença que o autor
se concede para fazer uso do tom informal.
(C) (linhas 14 e 15) Na frase Tal obra ... constância,
usou-se a correlação entre não só e mas ainda para
aproximar os termos a que se atribuiu absoluta
igualdade de valor.
(D) (linha 16) A frase pela qual esta se modelou pode
ser substituída, sem prejuízo do sentido e da
correção originais, por “a qual esta quer se
equiparar”.
(E) (linhas 16 e 17) As expressões às escolas literárias
e às transformações civis − diferentemente de de
toda a casta − não complementam o sentido de os
acontecimentos.

39. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai a vossos
sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que
eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja
contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa
vida brasileira.
Observados o fragmento acima e a norma padrão da
Língua Portuguesa, é correto afirmar:

(A) A supressão da preposição em fazer com que altera
o sentido original e prejudica a correção da frase.
(B) Mantendo o tempo e o modo, a forma verbal
correspondente a Passai, no singular, é “passe”.
(C) A conjunção e (em e a vossa obra) adita duas idéias
que expressam a mesma noção de finalidade da
ação.
(D) Na frase para que eles os transmitam também aos
seus, os pronomes destacados remetem a três
referentes que não têm relação entre si.
(E) O deslocamento do adjetivo iniciais, com as devidas
alterações, produz “os iniciais pensamento e
vontade”, com prejuízo do sentido original.

40. Considere as assertivas abaixo.
I. Machado de Assis não explicita, mas deixa
subentendida, sua convicção de que a Academia
Brasileira de Letras chegava para permanecer.
II. Machado de Assis parte da pressuposição de que a
Academia por si só manifestava sua natureza.
III. Machado de Assis deixa implícita a idéia de que a
ambição é leviandade que deve ser creditada à
imaturidade.
O texto abona SOMENTE
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Seg 12 Maio 2008, 06:39

Instruções: As questões de números 41 a 50 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

Os princípios éticos são normas de comportamento
social, e não simples ideais de vida, ou premissas doutrinárias.
Como normas de comportamento humano, os princípios éticos
distinguem-se nitidamente não só das regras do raciocínio
matemático, mas também das leis naturais ou biológicas.
Ao contrário do que sustentaram grandes pensadores, como
Hobbes, Leibniz e Espinosa, a vida ética não pode ser
interpretada segundo o método geométrico (ordine geometrico
demonstrata). As normas éticas tampouco podem ser reduzidas
a enunciados científicos, fundados na observação e na
experimentação, como se se tratasse de leis zoológicas.
Durante boa parte do século XIX, alguns pensadores,
impressionados pelo extraordinário progresso alcançado no
campo das ciências exatas, com a produção de certeza e
previsibilidade no conhecimento dos dados da natureza,
sucumbiram à tentação de explicar a vida humana segundo
parâmetros deterministas.
Ora, por mais que se queira eliminar a liberdade do
mundo humano, ela teima em aparecer, desafiando
constantemente as previsões “científicas”. Somos o único
ser que combina, em sua vida social, a necessidade física e
biológica com os deveres éticos, a sujeição aos fatos naturais
com a autonomia de ação. Como é passível de comprovação,
em toda sociedade o ideário e as estruturas de poder
desenvolvem-se dentro dos limites postos por determinados
fatores básicos, como o patrimônio genético, o meio
geográfico ou o estado da técnica. Vencer tais limitações
tem sido um desafio constante lançado à espécie humana.
Mas nem por isso devemos tomar esses fatores
condicionantes da vida social como seus princípios
diretivos.
(Adaptado de COMPARATO, Fábio Konder. Ética: direito, moral
e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia das
Letras, 2006, p. 494-5)
OBS.: Hobbes (1588-1679), Leibniz (1646-1717), Espinosa
(1632- 1677) − filósofos
ordine geometrico demonstrata − em tradução livre,
"demonstrado segundo a ordem geométrica"

41. No primeiro parágrafo, o autor

(A) atribui à filosofia a responsabilidade pelo fato de a
ética ser entendida sob perspectivas díspares, entre
elas, a da geometria.
(B) faz um inventário de como a ética foi concebida no
século XIX, para, ao fim, referendar o ponto de vista
oferecido pelo determinismo.
(C) argumenta em defesa da imutabilidade das normas
éticas, por considerá-las produtoras de sistema mais
coeso e coerente que muitos outros, o matemático,
por exemplo.
(D) tematiza a variabilidade da compreensão da ética
em certos filósofos, e alude a sua própria idéia sobre
o assunto, erigida em consonância com as
convergências entre ele e esses pensadores.
(E) apresenta sua compreensão da ética e, para mais
bem caracterizá-la, vale-se prioritamente de
argumentos embasados no contraste.

42. No contexto, a frase do primeiro parágrafo que expressa
uma causa é:

(A) (linhas 13 a 15) impressionados pelo extraordinário
progresso alcançado no campo das ciências exatas,
com a produção de certeza e previsibilidade no
conhecimento dos dados da natureza.
(B) (linhas 3 a 5) os princípios éticos distinguem-se
nitidamente não só das regras do raciocínio
matemático, mas também das leis naturais ou
biológicas.
(C) (linhas 7 a 9) a vida ética não pode ser interpretada
segundo o método geométrico (ordine geometrico
demonstrata).
(D) (linhas 9 a 11) As normas éticas tampouco podem
ser reduzidas a enunciados científicos, fundados na
observação e na experimentação.
(E) (linha 2) e não simples ideais de vida, ou premissas
doutrinárias.
43. É correto afirmar:

(A) (linhas 4 e 5) a correlação notada na segunda frase
do texto é estabelecida por meio das expressões
não só e mas também, e exprime idéia de
alternância.
(B) (linha 6) o segmento Ao contrário do que pode ser
substituído, sem prejuízo do sentido original e da
correção, por “Contrariamente ao que”.
(C) (linha 9) o uso de tampouco denota que a seqüência
estabelecida na argumentação institui uma
hierarquia, na qual os enunciados científicos são
considerados os mais desprestigiados.
(D) (linha 12) em Durante boa parte do século XIX, o
adjetivo exprime juízo de valor atribuído aos anos
em que ocorreram os fatos mais significativos para a
história do pensamento.
(E) (linha 12) século XIX, de acordo com a norma
padrão, deve ser escrito por extenso por meio do
numeral cardinal −“dezenove”−, assim como deve
ocorrer com “século VIII”.

44. Ora, por mais que se queira eliminar a liberdade do mundo
humano, ela teima em aparecer, desafiando constantemente
as previsões “científicas”.
Considerada a frase acima, em seu contexto, é correto
afirmar:

(A) A conjunção Ora estabelece com a frase anterior
relação de mera adição, equivalendo a “além disso”.
(B) A locução verbal queira eliminar expressa um fato
considerado em sua efetiva realização.
(C) A expressão por mais que se queira pode ser
substituída por “ainda que se deseje e se insista
em”, sem prejuízo do sentido original e da correção
gramatical.
(D) A forma verbal desafiando expressa noção de
“tempo”.
(E) A expressão previsão “científica” é formada por
palavras que se excluem mutuamente, o que justifica
o emprego das aspas para indicar que deve ser
entendida em sentido figurado.

45. Somos o único ser que combina, em sua vida social, a
necessidade física e biológica com os deveres éticos, a
sujeição aos fatos naturais com a autonomia de ação.
Afirma-se com correção, considerada a frase acima, em
seu contexto:

(A) O emprego de Somos produz generalização, mas
relativa, pois o argumento produzido não chega a
abarcar a totalidade da condição humana.
(B) No segmento Somos o único ser que combina, uma
vírgula colocada depois de ser manteria o sentido
original e a correção da frase.
(C) Explica-se cabalmente o paralelismo estabelecido na
frase deste modo: a necessidade física e biológica
está para os deveres éticos, assim como a sujeição
está para a ação.
(D) A frase, estruturada em torno dos verbos Somos e
combina, expressa o descolamento do ser em
relação à coercitividade do universo natural.
(E) O fragmento Somos o único ser que combina pode
ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por
“Somos um ser que combina, por excelência”.

46. Como é passível de comprovação, em toda sociedade o
ideário e as estruturas de poder desenvolvem-se dentro
dos limites postos por determinados fatores básicos, como
o patrimônio genético, o meio geográfico ou o estado da
técnica.
Observada a frase acima, e sempre considerando o
contexto, é correto afirmar:

(A) Em Como é passível de comprovação, a conjunção
introduz um dos termos de uma relação comparativa.
(B) O adjetivo passível está empregado em respeito à
norma padrão da Língua Portuguesa, assim como o
está em “Eram depoimentos realmente passível de
contestação”.
(C) A expressão em toda sociedade pode ser substituída
por “na sociedade como um todo”.
(D) O emprego de determinados contribui para a
expressão da idéia de que o homem, por meio de
sua ação, pode relativizar exclusivamente as forças
exteriores que o cerceiam.
(E) Em como o patrimônio genético, o termo destacado
equivale a “a exemplo de”.

47. Vencer tais limitações tem sido um desafio constante
lançado à espécie humana.
A frase acima, em seu contexto, abona a seguinte
assertiva:
(A) Vencer constitui emprego do infinitivo como
substantivo, emprego também exemplificado por
“Recordar é viver”, que equivale a “A recordação é
vida”.
(B) o pronome tais introduz idéia de indeterminação,
para que se compreenda que o citado desafio está
relacionado a qualquer que seja a limitação imposta
à espécie humana.
(C) a palavra limites, cognata de limitações (linha 25), foi
empregada sem a noção de “cerceamento” notada
no uso desta última.
(D) o emprego de tem sido constitui um deslize do autor,
pois, de acordo com a norma padrão, a forma
correta a ser empregada é “têm sido”.
(E) o sinal indicativo da crase está usado em
conformidade com a norma padrão, assim como o
está em “lançado à qualquer que seja o ser
humano”.

48. Mas nem por isso devemos tomar esses fatores
condicionantes da vida social como seus princípios
diretivos.
A alternativa que apresenta, de maneira clara e correta, o
modo como a frase acima deve ser entendida, no seu
contexto, é:

(A) Entretanto isso não condiz, visto que não devemos
considerar esses itens disciplinadores da vida social
em seus princípios constitutivos.
(B) Tratam-se, todavia, de fatores que, apesar de serem
considerados limitando, não devem ser tidos como
inibidores do desenvolvimento social, em princípio.
(C) Contudo, isso não justifica que tais elementos que
influenciam a vida social sejam concebidos como
predeterminantes dos rumos que ela venha a tomar.
(D) Mas é o caso de se deixar de lado que os fatores
sejam condicionantes da sociedade, pelo fato de
constituir princípios de direção.
(E) Porém, esses fatores não basta para que se deva
tomá-los como idéias norteadoras da vida em
sociedade, sendo mesmo fatores que condicionam.

49. A expressão do texto que está corretamente entendida é:

(A) premissas doutrinárias − verdades conclusivas de
um conjunto de conhecimentos ou crenças.
(B) sucumbiram à tentação de explicar − renderam-se
às evidências de que era errôneo explicar.
(C) explicar a vida humana segundo parâmetros
deterministas − justificar o nascimento da espécie
tomando como paradigma o fatalismo.
(D) passível de comprovação − suscetível de ter sua
validade atestada.
(E) tem sido um desafio constante lançado à espécie
humana − surge intermitentemente como
chamamento à ação humana como espécie.

50. Considere as assertivas abaixo.

I. O autor entende a Ética como o campo de
conhecimento metafísico que, baseado nas
finalidades últimas, ideais e transcendentes da
ação humana, busca estabelecer as leis que
garantam a perfectibilidade da organização social.

II. O autor entende que o homem é dotado de capacidade
individual de autodeterminação, caracterizada por
compatibilizar autonomia e livre-arbítrio com os
múltiplos condicionamentos naturais, psicológicos ou
sociais que impõem predisposições ao seu agir.

III. A referência a Hobbes, Leibniz e Espinosa e a citação
de uma expressão em latim são elementos do
discurso que revelam a seguinte intencionalidade do
autor: realizar recorte excludente no potencial grupo
de leitores, baseado na especialidade profissional.
O texto abona SOMENTE

(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Seg 12 Maio 2008, 06:39

Instruções: As questões de números 51 a 55 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

Nos séculos XVIII e XIX e no começo do século
XX, os extraordinários acontecimentos que anunciavam a
promessa de uma nova sociedade pareciam dividir
nitidamente o mundo entre os defensores e os inimigos da
liberdade e do progresso social, permitindo aos
revolucionários traduzir em programas políticos sua fé na
força emancipatória da aliança entre o intelectual educador
e o proletário moderno. Contudo, seu diagnóstico da
realidade, embora não chegasse a abalar os alicerces
dessa fé, já atentava para as novas formas de manipulação
e domínio emersas das próprias revoluções democráticas,
detectando um problema central para aqueles que ainda
hoje procuram vincular a utopia à lógica dos fatos: até que
ponto a busca intelectual do verdadeiro e a ação solidária
podem se ampliar e ter efetividade em um universo
impregnado − e decodificado − pela cultura do
individualismo e da competição.
(PIOZZI, Patrizia. Os arquitetos da ordem anárquica: de
Rousseau a Proudhon e Bakunin. São Paulo: Editora UNESP,
2006, p. 213.)

51. No primeiro período do texto, referindo-se aos séculos
XVIII, XIX e ao começo do século XX, a autora

(A) manifesta sua compreensão de que episódios
antecipadores de novas ordens sociais derivam
necessariamente de um entendimento dicotômico do
mundo − os bons, defensores da liberdade, e os
maus, seus inimigos.
(B) desenvolve a idéia de que visões do mundo que
implicam divisões rígidas entre defensores e
inimigos da liberdade conduzem a projetos que
convencem mais pela crença do que pelo exercício
da razão.
(C) assinala que os programas políticos dos
revolucionários, que expressam a convicção de que
a união entre o intelectual educador e o proletário
moderno constitui um vetor de libertação, circularam
em contexto que dava a impressão de supor o
mundo dividido em dois blocos.
(D) defende a idéia de que a visão do mundo como
tensão entre forças opostas − a dos defensores e a
dos inimigos da liberdade − é concepção
desvirtuada, produzida pela proximidade de
acontecimentos extraordinários que anteciparam
novos rumos para a sociedade.
(E) denuncia a irresponsabilidade de uma visão de
mundo maniqueísta (de um lado os defensores da
liberdade, de outro, seus inimigos), que, por sua
inoperância, provoca a promessa de mundos mais
justos, em que intelectuais e proletários formem uma
aliança digna.

52. Contudo, seu diagnóstico da realidade, embora não
chegasse a abalar os alicerces dessa fé, já atentava para
as novas formas de manipulação e domínio emersas das
próprias revoluções democráticas, detectando um
problema central para aqueles que ainda hoje procuram
vincular a utopia à lógica dos fatos: até que ponto a busca
intelectual do verdadeiro e a ação solidária podem se
ampliar e ter efetividade em um universo impregnado − e
decodificado − pela cultura do individualismo e da
competição.
Observado o período acima e o contexto, é correto afirmar
que

(A) o emprego de já denota anterioridade da ação de
“diagnosticar” em relação à ação de “atentar”.
(B) a frase articulada em torno de detectando tem
caráter hipotético.
(C) a expressão ainda hoje contribui para exprimir a
idéia de anacronismo.
(D) as expressões a busca intelectual do verdadeiro e a
ação solidária correspondem, respectivamente, a
utopia e lógica dos fatos.
(E) os dois-pontos poderiam dar lugar, sem
comprometimento da correção e do sentido originais,
à formulação destacada em: “... a lógica dos fatos, a
saber, até que ponto...”.

53. Contudo, seu diagnóstico da realidade, embora não
chegasse a abalar os alicerces dessa fé, já atentava para
as novas formas de manipulação e domínio emersas das
próprias revoluções democráticas...
No fragmento acima, sempre considerado o contexto,

(A) Contudo tem o mesmo valor que a expressão
destacada em “Ele não veio, ainda assim foi-lhe
feita a homenagem programada”.
(B) o emprego de próprias fortalece o seguinte
entendimento: não seria de se esperar que novas
formas de manipulação e domínio adviessem das
revoluções democráticas.
(C) se a frase embora não chegasse a abalar os
alicerces dessa fé for substituída por “se, por acaso,
não abalasse os alicerces dessa fé”, o sentido
original ficará mantido.
(D) seu remete a proletário moderno, termo da oração
imediatamente anterior.
(E) emersas, considerada em relação à palavra
“imersas”, pode servir de exemplo de palavra
homônima homófona e homógrafa.

54. Passagens foram pontuadas de maneira distinta daquela
encontrada no texto. O segmento alterado, indicado entre
reticências, que está pontuado conforme a gramática
normativa e que mantém o sentido original, é:

(A) (linhas 2 e 3) ... acontecimentos, que anunciavam a
promessa de uma nova sociedade,...
(B) (linhas 3 a 5) ... pareciam dividir nitidamente o
mundo entre os defensores, e os inimigos da
liberdade, e do progresso social...
(C) (linhas 3 a 5) ... pareciam dividir nitidamente: o
mundo entre os defensores; e os inimigos da
liberdade e do progresso social...
(D) (linha 6) ... traduzir, em programas políticos, sua fé...
(E) (linhas 7 e 8.) ... força emancipatória da aliança,
entre o intelectual educador, e, o proletário
moderno...

55. Transpondo a frase os extraordinários acontecimentos
pareciam dividir nitidamente o mundo entre os defensores
e os inimigos da liberdade e do progresso social para a
voz passiva, a forma verbal corretamente obtida é:
(A) parecia ser dividido.
(B) pareciam ter sido divididos.
(C) tinha sido dividido.
(D) tinha parecido dividir.
(E) pareciam dividirem.

Instruções: As questões de números 56 a 58 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

Existe um tipo de experiência vital − experiência de
tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das
possibilidades e perigos da vida – que é compartilhada por
homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei
esse conjunto de experiências como “modernidade”. Ser
moderno é encontrar-se em um ambiente que promete
aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e
transformação das coisas em redor − mas ao mesmo tempo
ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos,
tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade
anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e
nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, podese
dizer que a modernidade une a espécie humana.
(BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a
aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras,
1986, p. 15)

56. Uma das alternativas abaixo constitui continuação do
excerto de Berman acima transcrito. A coerência com o
exposto no texto permite dizer que o período que dá
continuidade correta ao fragmento é:

(A) Une de tal forma que adquire o perfil de seio
acolhedor de tudo e de todos, ventre onde a
segurança do homem nunca é posta em risco, a não
ser, evidentemente, naquele momento fatal, único,
em que cada um assume a eterna solidão.
(B) Trata-se, na verdade, de uma coesão incomum,
jamais experimentada pela espécie humana: a
unidade moderna aproxima raças, religiões,
ideologias, em nome de um compartilhamento
ambiental que dissipa toda e qualquer contingência.
(C) Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de
desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão
de permanente desintegração e mudança, de luta e
contradição, de ambigüidade e angústia.
(D) É, de certo modo, perversa essa modernidade, na
medida em que, assegurando a todos tudo aquilo
que o homem comum almeja − poder, alegria,
crescimento pessoal etc.− acaba por isolá-lo no
labirinto que ela própria, a modernidade, construiu.
(E) Mas, antes que seja entendida de maneira errônea,
é necessário assinalar que essa união aparenta ser
contraditória: o poder que ela afiança, gerador do
êxito de homens e mulheres de tantas raças, credos
e ideologias, desemboca numa estabilidade que se
traduz em apatia.

57. Cada alternativa apresenta um segmento do texto e uma
alteração nele efetuada. A alteração apresentada não
supõe outras e deve manter o sentido original. Observado
o contexto, a transformação que se dá em conformidade
com a norma padrão é:

(A) experiência (...) de si mesmo e dos outros /
experiência de si próprios e dos outros.
(B) é compartilhada por homens e mulheres / é
partilhada reciprocamente entre homens e mulheres.
(C) Designarei esse conjunto de experiências /
Designar-lhes-ei .
(D) um ambiente que promete aventura, poder, alegria,
crescimento / um ambiente promissor: por aventura,
poder, alegria, crescimento.
(E) anula todas as fronteiras geográficas e raciais /
anula-as todas.

58. O texto e a norma padrão da Língua Portuguesa abonam
a seguinte assertiva:

(A) o uso das aspas em “modernidade” (linha 5) se
justifica pelo mesmo motivo que explica seu
emprego na palavra destacada em: 'Na agricultura,
“cavalo” designa a planta em que se faz enxerto’.
(B) respeitando-se o emprego de hoje (linha 4)
exatamente como se dá no texto − separado de
mundo pela vírgula −, este advérbio pode ser
substituído, sem prejuízo do sentido e da correção
originais, por “hodierno”.
(C) a exclusão dos travessões e dos termos que eles
abrigam (linhas 1 e 3) exigiria, por força do sentido e
da correção, que fosse colocada uma vírgula depois
de vital.
(D) para que fosse mantido o sentido e a correção
originais, a substituição do travessão depois de em
redor (linha 8.) por ponto-e-vírgula tornaria
obrigatória mais uma única alteração: que depois de
mas (linha 8.) fosse colocada uma vírgula.
(E) o emprego dos dois-pontos, na linha 12, é
obrigatório; sua substituição, por exemplo, por
ponto-e-vírgula afetaria a correção original.

59. A frase ISENTA de ambigüidade é:
(A) Assim que soube da possibilidade de seu
envolvimento, mesmo que indireto, naquela
ilegalidade, comentou com seu assessor pessoal a
necessidade de ele pedir demissão.
(B) Membro atuante do grupo formado por muitas
pessoas idealistas, a que já me referi várias vezes,
penso que a moça tem o perfil necessário para
integrar a comissão especial.
(C) A construção anexa à sede da organização,
projetada e decorada por brilhante arquiteto, foi o
lugar escolhido pelos coordenadores do grupo de
jovens para sua reunião.
(D) Instado pelos colegas a decidir acerca da
formatação gráfica dos projetos, não teve dúvidas,
por considerá-los urgentes, em tomá-la como menos
prioritária naquele momento.
(E) Enquanto analisava minuciosamente o relatório, o
alto funcionário interpelava o auxiliar com perguntas
que, na verdade, ele não via necessidade de serem
respondidas de pronto.

60. A frase redigida de maneira clara e absolutamente correta,
segundo a norma padrão, é:

(A) Se mudanças eram ou por que se fizeram
necessárias, não sei, mas que as houve, as houve, e
não quiseram referir a contingência que lhes
determinou as alterações.
(B) Após as informações sobre os objetivos do trabalho
terem sido expostos, dois colaboradores as
comentaram, cada um a seu modo, sem entretanto
se oporem entre si e com os demais.
(C) As marcas que a passagem do tempo nos trazem
são as testemunhas mais verdadeiras de nossa
trajetória, como as mechas de cabelo branco, o
andar vagaroso ou as mãos trêmulas, agora sempre
afáveis.
(D) Mesmo repetindo, a explicação de um estudioso
sempre será diferente de um outro, o que deixa
explícita a subjetividade dos pontos de vista, ainda
quando não se a deseje.
(E) No debate, houve muitos a fazerem uso da palavra,
participantes a que, na verdade, foi atribuída
absoluta liberdade quanto ao teor e ao tempo da
fala, o que muito os honraram.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Seg 12 Maio 2008, 06:41

61. A alternativa que apresenta redação totalmente conforme
a norma padrão é:
(A) Foi o tempo de, dirigindo-se ao reitor, dizer “Vossa
Eminência, senhor reitor" e logo interrompeu-se o
som. Retomando a palavra, brincou: “Essa censura
é que eu não contava”.
(B) Toda e qualquer reclamação deve ser feita por
escrito, disse o funcionário que eu falei com ele; é
onde eu percebi que não era a melhor pessoa com
quem eu deveria ter falado.
(C) Recordo de dois mestres; um, por cuja orientação
sempre me guiei, me fazia rir dos meus erros. O que
me fazia chorar por causa deles, o outro, é
responsável por muito do meu crescimento.
(D) Imaginei que ele era o mentor de tudo, como
realmente o era isto; pedi-lhe que explicasse o
ocorrido antes a mim do que aos outros, que havia
chegado antes de todos.
(E) Antes deles saírem conosco, vi-me tentada a
lembrar-lhes de que éramos nós as convidadas, e,
por isso, poderíamos sugerir o programa, mas, caleime.

62. A frase totalmente em consonância com as normas
gramaticais é:

(A) É notável o vêso que eles têm de se degladiarem
por tudo e nada, excedendo-se na fala e nos gestos,
e, se alguém intervir, sentem-se mais justificados
para acirrar a rixa e exaltar os ânimos.
(B) A maversação dos bens públicos requer de todos os
cidadãos bem-intencionados ações rigorosas em
busca da decência e da honradez daqueles que os
representam no âmbito dos três poderes, sejam qual
forem as esferas de atuação.
(C) Nunca desejou viver a expensas de ninguém, nem
mesmo ter privilégios − o que, aliás, é consenso
entre os que o conhecem −, por isso não se abstem
de reinvindicar o pleno gozo da autonomia que
conquistou a duras penas.
(D) Em comentário aspicioso, manifestou-se favorável
pela execução imediata das ações programadas,
oferecendo sucinta relação de pessoas que o
apóiam e que garantem a inexistência de
empecilhos ao seu anseio.
(E) Amante inveterado da etimologia, não perdia
oportunidade de suscitar questões que lhe dessem
oportunidade de manifestar seu fascínio pelas
palavras, e àqueles em quem reconhecia particular
receptividade oferecia o melhor de seus
conhecimentos.

63. As frases abaixo, com exceção de uma, apresentam
comprometimento da lógica por emprego inadequado da
palavra destacada. A frase totalmente coerente é:

(A) É prescindível a opinião dele na avaliação do
projeto, por isso não temos como evitar de pedi-la
imediatamente, o que teremos de fazer passando
por cima de ressentimentos.
(B) No momento de sua contratação, tinha-se pleno
conhecimento de sua vida pregressa, por isso houve
tantos e tão entusiasmados elogios e reverências a
sua pessoa.
(C) A vulnerabilidade dos argumentos do rapaz é de tal
ordem − o que explica suas longas horas de
pesquisa sobre o assunto − que nenhuma defesa
estará à altura de contestá-los.
(D) Não há incompatibilidade entre a linha de ação dos
dois planos, o que justifica plenamente a escolha de
um em detrimento do outro, pois se deve preservar a
eficiência.
(E) No esforço de radicar a doença, para que, só assim
desalijada, fosse definitivamente considerada
extinta, contou com a prestimosa colaboração de
muitos agentes de saúde.

64. A frase que está redigida de forma totalmente clara e
correta é:
(A) Pelo fato do ambiente em que se deu a tragédia ser
uma universidade é irônico, afinal é nesse espaço
que, a princípio, cada um pode viver sua
singularidade dignamente.
(B) O modo que a mídia trata questões de agressão, no
plano individual ou coletivamente, nos deixa bem
próximo do acontecimento, o que tem seu lado
positivo e negativo.
(C) A descrição detalhada dos momentos que
antecedem certos gestos traumáticos através das
palavras da vítima mostram que muita coisa
acontece que nunca teremos acesso a elas.
(D) Sempre surgem, em situação limite, idéias criativas
sobre como evitar violência, mas logo em seguida
torna-se mais discreta, me acanho de dizer, essa
legítima preocupação.
(E) Existem pessoas que advertem que o registro de
ações hostis contribuem para a divulgação de
modos criminosos de agir, o que não é desejável
mesmo a nenhum título.

65. A frase que está integralmente de acordo com a
linguagem formal no que se refere à flexão é:

(A) Poucos foram os tabeliões que se insurgiram contra
as novas orientações, mas é possível que outros
adiram à reação, dado o que se apreende dos altosfalantes.
(B) Ingiro muitas calorias, por isso, se continuar a comer
todos os alimentos que me aprazerem, se não me
abster um pouco, chego a temer de que terei
problemas.
(C) Se repensarem e, assim mesmo, manterem a
disposição de não trabalhar às segundas-feiras, sem
considerar os inúmeros pró e contra dessa atitude,
serão seriamente combatidos.
(D) Sempre que chega a hora de votar a matéria, o
grupo obstrói a votação, e, se tudo continuar a
depender de seus bel-prazeres, logo eles serão
inúmeros ex-colarinho-brancos.
(E) Com tantos disse-me-disse acerca do tema, não
sabemos se eles se abstiveram de dar opinião ou se
se propuseram a assinar alguns dos abaixoassinados
que circulavam.

66. Muitos exemplos elucidam que é difícil harmonizar instância
particular /instância comum. O homem que milita na esfera
política está na hora de tomar consciência do seu papel. Às
vezes, seus interesses pessoais podem correr o risco de
prejuízo. Mas ele tem de ser um mediador entre os anseios das
diferentes camadas da sociedade e o âmbito institucional em
que se dão as decisões; estas afetam o conjunto das pessoas.

O discurso acima está lógica, clara e corretamente
organizado num único período assim:

(A) Muitos são os exemplos que elucidam a dificuldade
de se harmonizar a instância particular com a comum,
a exigir a tomada de consciência do homem que milita
na esfera política acerca da necessidade de sua
atuação como mediador entre os anseios das distintas
camadas sociais e o âmbito institucional em que se
tomam decisões para o conjunto da sociedade, ainda
que, em certas circunstâncias, seus interesses
pessoais possam correr o risco de ser prejudicados.
(B) Visto que muitos exemplos elucidam como é difícil
harmonizar a instância particular e a comum, o
homem militante está na hora de tomar consciência
do seu papel político, quando corre o risco, às
vezes, de ter interesses pessoais prejudicados, mas
deve ser o mediador entre os anseios das diferentes
camadas da sociedade e o âmbito em que as
decisões coletivas são tomadas, que afetam a todos.
(C) O homem que milita na esfera política está na hora de
tomar consciência − considerado que muitos
exemplos elucidam que é difícil harmonizar entre si as
instâncias particular e a comum: seu papel é daquele
que media os anseios das distintas camadas sociais e
o âmbito institucional em que as decisões são
tomadas, vindo a afetar o conjunto das pessoas e,
porventura, o seu próprio interesse pessoal.
(D) É difícil, e há exemplos disso, de que o particular e o
comum raramente se harmonizam, mas, mesmo
correndo riscos de ter interesses pessoais
prejudicados, o homem que milita na esfera política
tem de conscientizar de que seu papel é mediar
interesses entre os anseios das distintas camadas
da sociedade com o âmbito institucional em que as
decisões em plano de nação são tomadas.
(E) Muitas vezes o homem que milita na esfera política
conhece a dificuldade de harmonizar a instância
particular e a comum, e muitos exemplos há disso,
mas é chegada a hora de se tomar consciência do
papel do político como mediador dos anseios das
diferentes camadas da sociedade frente às
instituições em cujo o âmbito tomam-se decisões
que afetam toda a sociedade e talvez os interesses
pessoais dele.

67. A frase que está clara e totalmente conforme a norma
padrão da Língua Portuguesa é:

(A) Estar atento é o dever da humanidade, no sentido de
que o descuido com a liberdade pessoal e coletiva
não volte a existir e para que sistemas de
organização não pareçam como uma receita para os
povos.
(B) Naquele curso, os preparadores se comportavam
estabelecendo regras que, se forem seguidas, a
pessoa se tornaria um bom profissional, modelo
mesmo de atuação bem sucedida.
(C) Sendo um dos mais preparados, se não o mais
competente, começou dizendo que cada um dos que
ali estavam tinha condições de chegar aonde
quisesse, e que as metas pessoais poderiam ser
manifestadas dali a pouco.
(D) Em certos depoimentos é mostrado o como um
cidadão não deve agir, e a análise entre um
comportamento adequado e um considerado pouco
eficaz deixa claro o que é melhor.
(E) Apesar do homem não entender o motivo da
presença do delegado, observou que ele nada notou
nas pessoas ali presentes que pudessem levantar
suspeitas.

68. A frase em que a grafia e a acentuação estão em
conformidade com as prescrições da norma padrão da
Língua Portuguesa é:

(A) Ao se estender esse viez interpretativo, correm o
risco de por tudo à perder, na medida em que será
alterada a estratégia da pesquisa previamente
adotada.
(B) Sua pretenção ao consenso esvaiu-se quase que de
repente, quando notou que entorno de si as pessoas
mais pareciam descansar que dispostas à debates.
(C) Tomou como ultrage a displicência com que foi
recebido, advinhando que o mal-estar que
impregnava o ambiente era mais que uma questão
eminentemente pessoal.
(D) Quando se considera a par do tema, ajuíza sem
medo, mas, ao se compreender insipiente, pára tudo
e pede aos especialistas que o catequizem no
assunto para não passar por néscio.
(E) Estava atrás de um acessório que o despensasse de
promover a limpeza do aparelho e sua conseqüente
manutenção depois de cada utilização, mas não
pôde achá-lo por alí.

69. A frase em que a concordância está totalmente conforme
as prescrições da norma padrão da Língua Portuguesa é:

(A) A legalidade e a pertinência dos contratos, pelo
menos agora, não é mesmo aferível, dado que no
campo das relações lusas-latino-americanas deve
haver muitos acordos sem registro.
(B) Os diretores houveram por bem antecipar o anúncio
das novas diretrizes, que deveriam passar a ser
respeitadas imediatamente em quaisquer que
fossem as áreas.
(C) Foi irresistível a idéia, naquela ocasião, de se
estipularem quais as ações solidárias mais úteis do
ano e concluiu-se que não existe condições de
acordo nesse particular.
(D) É possível que surja, e não existem pessoas que
defendam o contrário, opiniões divergentes de
especialistas renomados, e devemos considerá-las
com todo respeito.
(E) Os alicerces teóricos do modelo em estudo pode ser
encontrado em várias obras, de vários escritores,
inclusive na de um chinês, já encontrada em língua
portuguesa.

70. Considerada a norma padrão da Língua Portuguesa, a
frase que está totalmente correta é:

(A) Não sei porque o uso dos porquês constitui
entraves, visto que a grande maioria das gramáticas
normativas contém explicações detalhadas sobre o
assunto.
(B) Vemos que a percepção de Vossa Senhoria vem de
encontro à nossa, Senhor Ministro, e que também
considera triste todas as situações relatadas, motivo
por que reiteramos que pode contar com nós todos
para enfrentar o desafio.
(C) Visitam muitas comunidades as quais o passado é
padrão para o presente e, nelas, se qualquer
inovação contradizer os costumes instituídos há
gerações, será imediatamente elidida.
(D) A questão com que os estudiosos não souberam
lidar tem a ver com a impressão que causaram nos
habitantes da mata: a de que vinham para instruí-los
a como viver bem.
(E) A produção daquele grupo de nativos é 2 vezes
superior da que se realiza pelos que vêm de fora e,
se não advirem, por interferência dos malinformados,
restrições ao modo primitivo de tratar as
fibras, essa proporção pode aumentar.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Seg 12 Maio 2008, 06:56

GABARITO:

031 - A
032 - B
033 - C
034 - C
035 - D
036 - ANULADA
037 - A
038 - E
039 - C
040 - B
041 - E
042 - A
043 - B
044 - C
045 - D
046 - E
047 - A
048 - C
049 - D
050 - B
051 - C
052 - E
053 - B
054 - D
055 - A
056 - C
057 - E
058 - A
059 - D
060 - A
061 - ANULADA
062 - E
063 - B
064 - D
065 - E
066 - A
067 - C
068 - D
069 - B
070 - ANULADA
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Dom 18 Maio 2008, 08:28

oculto escreveu:

...
A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade
e progresso. Já o batismo de suas cadeiras com os nomes
preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da
eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu
primeiro voto.
...

37. Considerada a ocorrência destacada, e sempre a norma
padrão da Língua Portuguesa, é correto afirmar:

(C) (linha 19) o pronome suas, em de suas cadeiras,
refere-se aos colegas do orador presentes na
Academia.


O gabarito da questão 37 foi letra A. Alguém saberia comentar o erro da letra C?
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Dom 18 Maio 2008, 08:33

oculto escreveu:
Instruções: As questões de números 41 a 50 referem-se ao
texto apresentado abaixo.

...
Durante boa parte do século XIX, alguns pensadores,
impressionados pelo extraordinário progresso alcançado no
campo das ciências exatas, com a produção de certeza e
previsibilidade no conhecimento dos dados da natureza,
sucumbiram à tentação de explicar a vida humana segundo
parâmetros deterministas.
Ora, por mais que se queira eliminar a liberdade do
mundo humano, ela teima em aparecer, desafiando
constantemente as previsões “científicas”. Somos o único
ser que combina, em sua vida social, a necessidade física e
biológica com os deveres éticos, a sujeição aos fatos naturais
com a autonomia de ação.
...

44. Ora, por mais que se queira eliminar a liberdade do mundo
humano, ela teima em aparecer, desafiando constantemente
as previsões “científicas”.

Considerada a frase acima, em seu contexto, é correto
afirmar:

(A) A conjunção Ora estabelece com a frase anterior
relação de mera adição, equivalendo a “além disso”.

O gabarito da questão 44 foi letra C. Alguém saberia comentar a letra A?
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Ter 20 Maio 2008, 16:38

Em relação à questão 44, acho que a conjunção ora foi empregada como se fosse uma interjeição, no sentido de um certo deboche ou desapontamento com o que foi dito na oração anterior. Acho que o objetivo não era adição. A questão, no meu entender, quer pegar o candidato com a definição que nós, em geral, decoramos a partir das gramáticas, quais sejam: as classificações das orações e suas conjunções.
Acho que era isso.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Ter 20 Maio 2008, 16:51

oculto escreveu:
oculto escreveu:

...
A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade
e progresso. Já o batismo de suas cadeiras com os nomes
preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da
eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu
primeiro voto.
...

37. Considerada a ocorrência destacada, e sempre a norma
padrão da Língua Portuguesa, é correto afirmar:

(C) (linha 19) o pronome suas, em de suas cadeiras,
refere-se aos colegas do orador presentes na
Academia.


O gabarito da questão 37 foi letra A. Alguém saberia comentar o erro da letra C?

Oculto, li rapidamente o texto e acho que o pronome se refere à Academia Brasileiras de Letras. Quereria dizer as cadeiras da Academia Brasileira de Letras que foram batizadas com nomes de ilustres, notáveis e saudosos da ficção...
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Ter 24 Jun 2008, 20:42

ffgaio escreveu:
oculto escreveu:
oculto escreveu:

...
A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade
e progresso. Já o batismo de suas cadeiras com os nomes
preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da
eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu
primeiro voto.
...

37. Considerada a ocorrência destacada, e sempre a norma
padrão da Língua Portuguesa, é correto afirmar:

(C) (linha 19) o pronome suas, em de suas cadeiras,
refere-se aos colegas do orador presentes na
Academia.


O gabarito da questão 37 foi letra A. Alguém saberia comentar o erro da letra C?

Oculto, li rapidamente o texto e acho que o pronome se refere à Academia Brasileiras de Letras. Quereria dizer as cadeiras da Academia Brasileira de Letras que foram batizadas com nomes de ilustres, notáveis e saudosos da ficção...

fbagio, desculpa me intrometer, mas só p ficar mais claro, toda Academia de Letras, tem um membro, que "pertence a uma cadeira, mas a essa cadeira atribui-se um nome, um patrono, que em geral é um saudoso e notável que a batiza. P ex., fulana de tal, membro da ABL, cadeira nr 15, cujo patrono é JOsé de Alencar. Compreende. Nesse caso "suas" está se referindo (no exemplo que dei) ao José de Alencar, não ao fulano de tal, membro atual da ABL.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Sex 27 Jun 2008, 07:18

ffgaio e xlaine,

obrigado pela ajuda.
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MensagemAssunto: Re: ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007   Hoje à(s) 04:52

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ANALISTA JUDICIÁRIO - TRF 2 REGIÃO - 2007
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